sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Receita para Formar uma Equipe

Não sou muito favorável àqueles "mestres" da gestão de pessoas que nos apresentam "receitas de bolo" para gerar uma equipe integrada, unida, comprometida e motivada, até porque, comprometimento e motivação é algo bem individual: a empresa pode fazer o que quiser, mas se o cara não quiser colaborar, não há Cristo que o faça.

Porem, uma boa ferramenta para conseguir, no mínimo, um maior coleguismo entre os companheiros de trabalho, é uma atividade bem simples (desde que você não seja um chef de cuisine): convidar a todos para fazer um almoço coletivo. Não convidar os colegar para almoçar. Mas convidá-los a, juntos, fazer o almoço.

E, por isso, trago aqui abaixo uma receita bem simples que aprendi com o meu irmão: Macarrão com Atum e Creme de Cebola que, entre alguns amigos, batizamos de Macarrão à Curucutu.

Os ingredientes são:

  • Um pacote do Macarrão de sua escolha;
  • Sal à gosto;
  • Uma lata de Atum ralado;
  • Um envelope de Creme ou Sopa de Cebola (preferencialmente, Creme);
  • Uma lata de Ervilha; 
  • Uma lata de Creme de Leite; e
  • Queijo Ralado.


Ferva a água em uma panela grande.



Ao levantar fervura, adicione o sal e o óleo da lata de atum.


Em uma outra panela, menos, adicione cerca de 300ml de água (um copo)


Com o fogo ainda desligado, adicione o Creme de Cebola e mexa bem


Somente após isso, ligue o fogo


Mexa o Macarrão


Mexa o creme para não grudar, nem empelotar


Adicione a Ervilha e continue mexendo


Adicione o Atum e mexa até perceber a consistência mais cremosa


Assim que ficar cremoso, desligue o fogo


Escorra o Macarrão


Adicione o Creme de Leite ao molho



Mexa até ficar homogêneo



Então, em um refratário grande, despeje um pouco do creme


Jogue o Macarrão sobre o creme


Jogue o restante do creme sobre o Macarrão


Mexa bem para que o molho fique bem espalhado


Adicione o Queijo Ralado sobre o Macarrão


Leve o Macarrão ao Forno pré aquecido (temperatura média)


Deixe-o gratinar por cerca de 5 minutos


Se preferir, adicione algumas folhinhas de Manjericão sobre o Macarrão, assim que retirá-lo do forno.


Sirva ainda quente


Ou, se preferir, coma frio. Tambem fica gostoso


Bom apetite e bom trabalho em equipe!

sábado, 20 de julho de 2013

Por que não aprendemos?

Quando vivemos a fase que os psicólogos chamam de "primeira infância", até os nossos 7 anos, aprendemos muito. Talvez seja a nossa fase, em vida, de maior aprendizado. Se é certou ou não, didaticamente falando, nessa fase fomos condicionados por nossos pais / avós a fazer o certo e não o errado. Quem de nós já não ficou sem um sorvete porque fez uma malcriação, por exemplo?

Depois entramos na segunda infância. Ao menos na minha época, era uma fase em que os professores aproveitavam para disciplinar. E é aquela fase em que (acredito que a maioria que vá ler esse post) alimentávamos uma certa raiva (que no fundo era uma inveja) daquela menina CDF que ajudava a professora e tinha notas altas. Aliás, sempre achamos que a nota alta era porque ela era puxa saco.

E assim a gente foi vivendo a vida. Batendo a cabeça para aprender que nada se conquista sem algum "sacrifício". Você jamais foi o preferido dos seus avós, se você era uma criança birrenta, assim como você não foi um dos melhores alunos da sua turma se ficava com a galera do fundão e não se dedicava, na escola.

A fase entre os 14 e os 21 eu poderia até pular, porque é muito particular. É nessa fase em que construímos os relacionamentos que, de fato, podemos levar para a vida toda. Mas, só para ilustrar algo que é comum a muitos de nós: são raríssimos os casos de pessoas que entraram em uma boa faculdade sem fazer algum tipo de sacrifício.

Aí chegamos na nossa vida profissional e parece que não aprendemos nada com a vida. Achamos que a empresa em que trabalhamos tem a obrigação de aumentar o nosso salário simplesmente porque temos algumas dívidas para pagar. Mas essas dívidas são problemas da empresa?

Pior! A pessoa se desmotiva e sai falando mal da empresa, contagiando a outros que estavam trabalhando bem. 

Mas porque essa pessoa não olha para trás e faz uma auto-analise: Será que eu mereço uma promoção? Se eu fosse meu patrão / chefe, eu estaria satisfeito com o meu desempenho? Eu me contrataria? Quais pontos eu tenho que melhorar? Por exemplo: eu tenho faltado ou atrasado muito? A avaliação que o meu superior faz de mim é satisfatória? Eu tenho boa produtividade? Meu trabalho tem qualidade? Eu sou uma pessoa de agradável convívio profissional?

Muitas dessas respostas as vezes são negativas e mesmo assim choramos porque não ganhamos o nosso "sorvete" como punição pela birra que fizemos.

Não é raro, nas empresas por onde eu passo, encontrar pessoas que começaram como estagiários, como porteiros ou recepcionistas e hoje ocupam cargos de chefia.

A oportunidade está sempre em nossas mãos, nós que jogamos pela janela! Por que não aprendemos com o passado e fazemos de nossa história de vida um direcionamento para a nossa carreira? Temos a faca e o queijo, só nos falta a ação.

Mãos à obra!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Como Fazer um Bom Currículo

Atendendo ao pedido de um amigo, resolvi fazer esta postagem que pode ajudar a muitos de vocês. Afinal, você sabe como fazer um bom currículo?

A primeira coisa que você deve ter em mente ao elaborar o seu currículo é que você precisa chamar atenção do RH ou da Seleção. Mas cuidado! Não estou falando aqui de papel colorido, papel perfumado e outras coisas do tipo que são detestadas pelos profissionais do RH.

Por exemplo, se você é um design, trabalha com criação, ou algo do gênero, é bastante óbvio que sua criatividade já está sendo analisada desde o currículo. Então, neste caso (e apenas nesse caso) fuja do padrão formal. Crie, mude a configuração, faça o que vier na cabeça. Dia desses, ao selecionar uma pessoa para a área de marketing, recebi um currículo em formato de jornal. O diretor da empresa que estava selecionando achou magnífico!

Ainda dentro deste preceito de chamar a atenção do RH, recomendo que seu currículo tenha um texto interessante. Vale uma ressalva: leia e releia, de trás pra frente, seu currículo, depois de pronto. Um errinho de ortografia ou concordância que você deixe passar, pode ser fatal!

E como fazer para deixar o seu currículo atraente? Simples! Coloque suas principais realizações, enfatizando os resultados. Por exemplo: "Analise de Fornecedores com redução de 30% no custo de Matéria Prima". Não caia no erro comum de colocar o cargo com parte da descrição dele, como por exemplo, "Diretor Administrativo - Responsável por toda a parte administrativa da empresa". Redundâncias devem ser evitadas.

Ok! Eu disse, disse e ainda não disse como começar o currículo! Primeiro, é claro, coloque o seu nome. Deixe o seu nome em destaque, mas tome cuidado com este "destaque". Você não está pleiteando uma vaga de Falcão ou Tiririca (com o perdão dos pais do brega).

Depois do seu nome, é fundamental colocar seus dados de contato: Endereço (incluindo CEP), telefones (você pode colocar a operadora do celular, entre parênteses) e e-mail. E no e-mail é bom eu fazer um destaque em particular: caso você não tenha um e-mail descente, crie uma nova conta para assuntos profissionais. Jamais coloque um e-mail como tchutchuquinha69@hotmail.com

Colocados os seus dados pessoais (apenas nome, idade, estado civil, endereço, telefones e e-mail), especifique um objetivo. Repare bem que eu disse 1 objetivo! Aqui é a chance que você tem de demonstrar que tem foco profissional. O objetivo, por exemplo, deve ser algo como "Atuar com Projetos Arquitetônicos". Você pode até tentar ser mais genérico e citar algo como "Atuar em Construção Civil", mas saiba que não terá a mesma eficácia de ser mais específico. Porém, jamais coloque o objetivo como "Atuar em Projetos, Desenho Civil, Edificações, Supervisor de Obra e Orçamentista". Ninguem precisa ficar sabendo que você está atirando pra todo o lado. Se for o caso, faça um currículo para cada especificidade, alterando o objetivo e algumas coisas no texto.

Depois de definido o objetivo, vamos às experiências profissionais. Procure citar as empresas em uma ordem cronológica, começando pela mais recente (ou atual). E não precisa citar a sua vida profissional inteira. Colocações profissionais com mais de 10 anos, geralmente, são desconsideradas pelos profissionais de RH na leitura de um currículo. Imagine você quantos recursos utilizamos hoje que não utilizávamos há 10 anos atrás, em termos tecnológicos.

Depois de organizar a cronologia das suas experiências profissionais, cite primeiro o nome da empresa, o cargo ocupado por você e o mês e ano de admissão e demissão. Na linha de baixo, cite suas principais realizações com os principais resultados alcançados, como citado lá no 5º parágrafo.

Citadas ao menos 3 experiências profissionais (não precisa muito mais que isso), cite sua formação acadêmica. Mas antes de seguir a diante, deixa eu já antecipar e responder uma dúvida bastante comum: "Rogério, eu não tenho experiência profissional. Estou iniciando a minha carreira. O que eu faço?!" Passe direto para a sua formação acadêmica. A não ser que você tenha feito algum trabalho voluntário que seja bom citar.

A formação acadêmica tambem deve seguir uma ordem cronológica: Cite seu último curso primeiro. Por exemplo: Pós Graduado em Pedagogia em 2013 pela Universidade Tal; Graduado em Matemática em 2011 pela Faculdade Tal. Não fez faculdade? Cite apenas "Ensino Médio Completo". Ainda não completou o Ensino Médio? Coloque "Cursando Ensino Médio - Noturno - 2014" sendo que "2014" é o ano de conclusão.

Feito tudo isso, coloque cursos complementares que você tenha realizado. Exemplo: Excel Avançado, Inglês Intermediário ou Administração do Tempo. Cite a instituição em que realizou o curso e o ano em que ele foi concluído.

E as últimas dicas, são: jamais minta em seu currículo. Todos os dados ali registrados são passíveis de conferência, quer seja através de um pedido de referência na sua última empresa, ou através do pedido de um certificado que comprove a realização do curso.

E lembre-se: seu currículo deve servir como um anúncio em um jornal que vá despertar o interesse de alguem. Então, capriche na formatação, na organização e no texto e boa sorte!

domingo, 9 de junho de 2013

Seleção de Ponta Cabeça

Esse texto eu vou dedicar exclusivamente aos colegas profissionais de RH.

Caso desejem, publico futuramente algumas boas dicas de comportamento em dinâmicas de grupo, que é o tema central desse post.

Depois de anos de experiência fazendo processos de Recrutamento & Seleção convencionais, deparei-me com a seguinte situação: fazer a dinâmica de grupo antes da entrevista individual.

A minha primeira reação foi torcer o nariz e pensar: "Que estranho! A Dinâmica antes da Entrevista? Tem alguma coisa errada...". Mas, sem medo de mudanças e com a mente sempre aberta a novidades, resolvi pagar para ver.

E não é que o resultado é muito mais produtivo?

Uma: você avalia os candidatos na dinâmica livre dos pré conceitos naturais depois de entrevistas, onde você muitas vezes já estabelece suas preferências. Mas, principalmente, na entrevista pessoal você já tem embasamentos muito melhores, como eventuais desvios de conduta observados na dinâmica, por exemplo, que podem ser colocados à mesa diante do candidato.

É muito importante estabelecer um mini comitê para avaliação dos candidatos que participarão do processo. Se possível, o gestor da área deve participar deste comitê e, neste caso, é de suma importância que você faça um resumo prévio a ele sobre o funcionamento de cada dinâmica e o que se pretende observar em cada etapa.

E aqui eu lanço um desafio. Faça o teste: coloque a dinâmica de grupo antes da entrevista (inclusive você pode ganhar tempo, eliminando candidatos já na dinâmica e chamando para entrevista apenas os finalistas) e, posteriormente, conte sua experiência. Você com certeza diminuirá as chances de erro no processo seletivo.

Boa sorte!

domingo, 5 de maio de 2013

E-mail Corporativo

É comum vermos colaboradores insatisfeitos por causa do controle que as empresas exercem sobre o acesso à internet e, principalmente, a utilização do e-mail corporativo.

Na verdade, esta é uma das falhas que nós, do RH, cometemos ao não fazer um trabalho de conscientização com o efetivo.

Particularmente assumo a culpa por isso porque já estive do "lado de lá": na visão do funcionário, essa exigência não passa de um controle a mais dos patrões para evitar desvios e aumentar a produtividade.

É claro que, em algumas empresas, é realmente esse o propósito. Mas existe muito mais coisa por trás disso. Por exemplo: você sabia que a empresa responde criminalmente pela utilização do e-mail seunome@empresa.com.br?

Se, por acaso, seu computador estiver infectado por um daqueles vírus que espalham material pornográfico e esse e-mail chegar a um cliente ou fornecedor e este se sentir incomodado a ponto de acionar judicialmente, não será você quem irá responder, e sim a empresa.

Até por isso, a Justiça do Trabalho tem dado ganho de causa às empresas que aplicam Justa Causa aos colaboradores que não obedecem essas regras.

Mas, se você é profissional de RH, cuidado! Não se pode simplesmente aplicar uma Justa Causa nesse sentido sem ao menos criar regras (para todos) a este respeito e sem antes pontuar formalmente (advertências ou suspensão) sobre o caso.

A Justiça do Trabalho tem considerado estes casos com alguma semelhança aos que executam atividades paralelas (não autorizadas) dentro da empresa, como por exemplo, vender Avon, Natura e afins.

Porem, cuidado com a regra da permissividade. Houve um caso recente de uma empresa que demitiu um funcionário por causa de atividades paralelas e, em audiência, descobriu-se que o principal cliente do ex-funcionário era o próprio supervisor.

Então, crie regras claras ou, se você estiver do outro lado, saiba de todas as regras e filosofia da empresa para não cometer deslizes.

sábado, 27 de abril de 2013

Invista em Você!


Quem lê o título já deve estar pensando que este post vai tratar de formação acadêmica, investimento em curso de línguas etc. Mas não é só assim que podemos investir em nós mesmos, profissionalmente falando.
Conforme prometido, estou aqui de volta, hoje, para divagar a respeito de um tema que é muito tenebroso por muitos: como pedir demissão?
Antes de mais nada, siga a máxima “em time que está ganhando, não se mexe” pois, se você está feliz com a posição que ocupa, na empresa que está, com os vencimentos que recebe, então por que mudar?
Agora, se um desses fatores está desfavorável ou se você está cansado da sua zona de conforto e quer conhecer mais sobre o mundo lá fora, é hora de se aventurar e partir pra outra.
Mas o objetivo deste post e desmistificar alguns fatores. O principal deles, quando o profissional quer migrar para uma outra empresa, é: “Vou conversar com o meu chefe para ver se a gente faz algum acordo!”.
Se você atua em uma empresa que não objetiva o lucro, boa sorte em conseguir o acordo. A ironia se deve ao fato de que, cada vez menos empresas estão fazendo acordo na demissão dos seus funcionários. Uma porque é ilegal e outra porque não há ganho para nenhuma das partes, uma vez que, geralmente, nestes acordos, você tem que devolver a multa de 40%. A única “vantagem” seria a possibilidade de saque do FGTS (que eu coloquei entre aspas porque o dinheiro lá retido vai rendendo juros, ou seja, nem é tão vantajoso assim).
Então, exceto o fato de você ser um profissional do Seguro Desemprego (que também é um benefício cada vez mais difícil de pegar), se você realmente está querendo migrar de uma empresa para a outra, a primeira dica é não sair da empresa em que você está sem ter algo em vista (de preferência algo que já esteja certo).
Feito isso, voltamos ao título deste post: Invista em Você! Mesmo que o salário seja menor, se você vê possibilidade de crescimento nesta nova empresa, vá em frente. Com o tempo você recupera suas verbas rescisórias e tudo aquilo que deixou para trás quando propôs essa mudança para a sua carreira.
Ainda nos tempos de faculdade, uma professora fez essa analogia que eu guardo comigo até hoje: “As vezes é melhor a gente pagar um valor mais alto em um pedágio de uma via em que poderemos andar a 120km/h do que optar pela outra que nem tem pedágio, mas difícilmente vamos passar dos 60km/h, sem considerar as condições que depreciam nossos pneus e nossa suspensão”
Então, fique ciente de que cada vez menos empresas estão fazendo demissões a torto e direito e procure se inserir nesta filosofia. Afinal, entre fazer um acordo ou pedir demissão, é preferível deixar a porta anterior bem aberta.

Faça as Pazes com seu Chefe


Sabe aquele momento em que você falou o que não devia? Ou então quando comprometeu um resultado em uma reunião? Ou até quando o chefe te olha torto porque (agora que está entrando o friozinho a dificuldade de acordar cedo aumenta) você tem chegado com atraso?
Ou então, quando você não fez nada disso, mas começa a perceber certa ameaça, quando o chefe começa a lhe tratar com indiferença, para de passar determinações diretamente à você, não lhe dá dicas para evoluir etc?
Esses são alguns (entre outros tantos) sintomas de que as coisas não estão muito bem. E como mudar isso? Seguindo os 5 passos a seguir:
NÃO ESPERE A POEIRA BAIXAR – Talvez, se você ficar no seu canto, entrar no ostracismo, alguma decisão (inclusive sua rescisão) pode ser tomada sem a sua anuência, pois a leitura que o chefe vai fazer é a típica “não está nem aí!”. Então, chame o chefe para uma reunião mesmo que informal (um cafezinho, por exemplo) e disponibilize-se. Só não faça isso via e-mail. Geralmente os líderes tem “n” e-mails em sua caixa e, se ele esquecer de responder ao seu, o tiro sai pela culatra;
RECONHEÇA SUA FALHA – Não chegue para essa reunião com lamentações ou culpando a terceiros. Faça uma breve análise, bem auto-crítica, sobre o seu recente desempenho e diga ao chefe em que pontos você precisa melhorar e onde (sem envolver terceiros) precisa do apoio da sua liderança. Talvez, nas entrelinhas, ele entenda os motivos de sua desmotivação. Mas não tenha isso como um propósito. Deixe que ele chegue a esta conclusão sozinho;
ESTABELEÇA METAS – Assim que seu chefe topar dar o apoio que você necessita, estabeleça metas em conjunto: em quanto tempo você consegue desempenhar tal atividade? Qual o custo? Quanto se pretende economizar? Em quanto a produtividade tende a melhorar? Pense que você deve sair satisfeito(a) com o seu novo desafio e o seu chefe satisfeito com a sua proposta;
ERRAR UMA VEZ É HUMANO, PERSISTIR NO ERRO… – Agora que você já fez uma auto-crítica, deixou seu chefe animado com o que pretende desempenhar etc, pise em ovos! Nem pense em chegar atrasado(a), pegar aquele atestado médico de costume, comprometer algum resultado e tudo aquilo que já foi citado aqui. Pense que esse é o momento de mudar o seu “rótulo” e subir no conceito da alta administração; e
AVALIE OS RESULTADOS – Se feito tudo isso, os resultados foram alcançados, você tem apresentado uma postura mais assertiva e eliminou todos os argumentos que depunham contra você e, mesmo assim, continua insatisfeito(a), reflita se não é o momento de buscar novos desafios, respirar outros ares. Um profissional resignado queima seu nome no mercado. É melhor mudar de emprego do que ficar sem referências positivas.
No próximo post pretendo abordar este tema: como mudar de emprego. Caso você tem alguma dúvida sobre este ou sobre o próximo assunto, deixe seu comentário aqui abaixo ou então consulte-me no twitter, em @rpelegrim.

Como Pedir um Aumento?


Você começa a ficar insatisfeito de trabalhar, trabalhar e não receber a contra-partida. Vai cobrar um reconhecimento (que, em seu ponto de vista, é mais do que justo) e recebe um não, como o antigo punk.
Mas você sabe como fazer para chegar lá? Quais são os atalhos etc? Vamos a eles:
  • Antes de mais nada, é fundamental saber a política de Cargos & Salários da sua empresa. Existem organizações que não promovem ninguem antes dos 2 anos de casa, por exemplo. Procure o RH para uma melhor orientação. Se você estiver dentro da política;
  • Solicite uma reunião de feedback (sem citar a palavra “aumento”). Questione seu chefe / líder sobre o que é preciso fazer para atender a todas as expectativas. O que precisa ser melhorado? O que deve ser apenas aperfeiçoado? Quais são seus pontos negativos e positivos? Com posse desse feedback;
  • Esvazie os argumentos que depõem contra você. Isto feito, seu campo está livre para pedir um aumento. Ainda corre o risco de ouvir um não? Claro que sim, mas você terá diminuído essas chances. Leve em consideração, tambem.
NUNCA PEÇA UM AUMENTO QUANDO…
  • Estiver se sentindo pressionado(a) pelo fluxo de trabalho ou pelo seu superior. Prove primeiro que você dá conta do recado e atende à demanda. Caso contrário, a impressão que você vai passar é a de que só consegue fazer algo se for recompensado. Provavelmente, seu chefe vai querer procurar outra pessoa. Assim como;
  • Quando tiver sido advertido (mesmo que informalmente) por causa de algum comportamento: atrasos consecutivos, erros em relatórios, falta de foco etc. Tenha a noção que pode não ser o momento certo tambem quando;
  • A empresa estiver passando por dificuldades financeiras. As vezes o seu líder quer reduzir custos e, entrar na sala dele pedindo um aumento, nesse momento, é sentenciar o seu fim na organização.
ENTÃO, CASO NÃO SEJA POSSÍVEL PEDIR UM AUMENTO NAQUELE MOMENTO…
  • Procure arrumar uma circunstância para que, em médio prazo, isso seja possível. Por exemplo, se você estiver dando conta do seu serviço, solicite novas demandas (não tenha medo de anunciar que você está com tempo ocioso). Isso feito;
  • Tente agendar uma data (entre 3 ou 6 meses) para voltar a conversar sobre um possível aumento.
JAMAIS ENFIE O PÉ NA JACA…
  • Pedindo uma equiparação salarial em relação aos demais colegas, por exemplo. Trate o seu caso como único, como se apenas você trabalhasse na empresa. Líderes não gostam de pessoas que se comparam a outras ou “entregam” os defeitos dos outros para conseguir algum benefício. Isso soa como;
  • Se você estivesse fazendo algum tipo de chantagem, como por exemplo: se eu não conseguir aumento, vou ao sindicado reclamar que ganho menos do que as pessoas que fazem o mesmo que eu. E nunca estabeleça condições;
  • Se você dizer algo, como: se eu não receber aumento em tantos meses, vou embora, a empresa vai pensar: fique a vontade, não vamos te segurar (a não ser que você seja a pedra fundamental na posição que ocupa, mas, mesmo assim, muito cuidado com essa análise. As vezes achamos que somos fundamentais, mas o chefe, não!
Então, como tudo na vida, planeje mais esse passo em sua carreira e sucesso!
Caso tenha alguma dúvida ou queira falar sobre alguma situação, escreva aí nos comentário ou siga-me no Twitter em @rpelegrim.

Formação de Base


Quantas vezes já não ouvimos reclamações, principalmente de professores universitários da área de exatas, de que o ensino de base no Brasil é extremamente fraco e que os alunos chegam à universidade sem o preparo ou conhecimento ideal?

Na área de Treinamento & Desenvolvimento é a mesma coisa: às vezes nos preocupamos em dar treinamentos de Assertividade, Relacionamento Interpessoal, Liderança… E nos esquecemos de citar coisas básicas, aquelas que parecem mais óbvias, que acabam passando despercebido.

Mas, se resolvermos investir em treinar o pessoal quanto aos assuntos mais corriqueiros, precisamos ter alguns cuidados, pois, muitas vezes, alguns de nossos colaboradores já fazem exatamente o que está sendo pedido em treinamento e, por isso, o treinamento vai se tornar chato e monótono.

Neste caso, invista em novas técnicas: passe algumas dicas pertinentes ao assunto, utilize dramatizações, vídeos que explicitem a situação, enfim! Trate de deixa o treinamento mais hedonístico, mais leve.

Eu ainda costumo convocar também os gestores para esses treinamentos, pois assim, eles serão os responsáveis em fiscalizar e acompanhar se os colaboradores realmente estão atuando conforme o solicitado em treinamento.

Se esses treinamentos forem aliados à Gestão de Competência, por exemplo, melhor ainda! Principalmente se a Avaliação de Competência da sua empresa for aberta e transparente, de forma que o colaborador compre a idéia de que precisa desenvolver determinada habilidade e você está fazendo o papel de facilitador disso.

Para dar um exemplo de treinamento básico, sobre situações que muitas vezes deixamos passar, postei esse vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=VHAlVspNUSc Espero que gostem.

Aguerrida Brasil (publicado originalmente em 15.11.12)


Ainda sob o efeito do final da novela Avenida Brasil, gostaria de compartilhar algo com vocês: não vou ficar aqui falando da trama, comentando o final e discutindo a qualidade do autor (até porque não acompanhei a novela). Porém, uma coisa me chamou muito a atenção: a entrevista que o grande ator Marcos Caruso (que interpretou o Leleco) concedeu durante a festa de encerramento da teledramaturgia em questão.
Questionado sobre o sucesso de seu personagem, Caruso, humildemente, citou: “Existiam atores mais propensos a esse trabalho do que eu. Sou paulistano, neto de italianos, não tenho nada a ver com o subúrbio carioca, não bebo cerveja, não jogo sinuca, não luto boxe, não uso camiseta regata, nasci com peito de pombo, sou muito franzino, muito magro. Porém, a falta de compatibilidade fez com que eu fosse atrás de pesquisa. Tive que me desdobrar para encarnar o personagem”.
Creio que essas palavras não poderiam passar batidas entre nós, profissionais de RH, tanto para àqueles que focam Treinamento & Desenvolvimento, como aos que trabalham com Recrutamento & Seleção.
Nesse último caso (R&S), por exemplo, quantos candidatos com um excelente potencial nós já perdemos pelo fato de estes não terem a vivência, ou a experiência necessária? Por que nem sequer paramos para pensar na possibilidade de dar a oportunidade para que esse possível funcionário se desenvolva conosco? Que ele faça como Caruso e se desdobre para estar à altura de desempenhar o seu papel na organização?
Em Treinamento & Desenvolvimento é a mesma coisa: fazemos o Levantamento das Necessidades de Treinamento, ou seja, apagamos o incêndio! Mas não prevenimos que ele aconteça. Apenas agimos no foco do problema. O desafio da multifuncionalidade às vezes é deixado em segundo plano. Pra não citar o fato de explorarmos o potencial de nossos colaboradores, visando até um Plano de Carreira.
Em síntese, deixo a pergunta para reflexão: Será que se fossemos da produção da novela (ou seja lá quem convoca os atores), nós chamaríamos um candidato tão fora do perfil necessário para a vaga, como foi o caso do Marcos Caruso? O sucesso de Leleco prova que nem sempre estamos certos naquilo que tomamos como padrão, não é verdade?