sábado, 20 de julho de 2013

Por que não aprendemos?

Quando vivemos a fase que os psicólogos chamam de "primeira infância", até os nossos 7 anos, aprendemos muito. Talvez seja a nossa fase, em vida, de maior aprendizado. Se é certou ou não, didaticamente falando, nessa fase fomos condicionados por nossos pais / avós a fazer o certo e não o errado. Quem de nós já não ficou sem um sorvete porque fez uma malcriação, por exemplo?

Depois entramos na segunda infância. Ao menos na minha época, era uma fase em que os professores aproveitavam para disciplinar. E é aquela fase em que (acredito que a maioria que vá ler esse post) alimentávamos uma certa raiva (que no fundo era uma inveja) daquela menina CDF que ajudava a professora e tinha notas altas. Aliás, sempre achamos que a nota alta era porque ela era puxa saco.

E assim a gente foi vivendo a vida. Batendo a cabeça para aprender que nada se conquista sem algum "sacrifício". Você jamais foi o preferido dos seus avós, se você era uma criança birrenta, assim como você não foi um dos melhores alunos da sua turma se ficava com a galera do fundão e não se dedicava, na escola.

A fase entre os 14 e os 21 eu poderia até pular, porque é muito particular. É nessa fase em que construímos os relacionamentos que, de fato, podemos levar para a vida toda. Mas, só para ilustrar algo que é comum a muitos de nós: são raríssimos os casos de pessoas que entraram em uma boa faculdade sem fazer algum tipo de sacrifício.

Aí chegamos na nossa vida profissional e parece que não aprendemos nada com a vida. Achamos que a empresa em que trabalhamos tem a obrigação de aumentar o nosso salário simplesmente porque temos algumas dívidas para pagar. Mas essas dívidas são problemas da empresa?

Pior! A pessoa se desmotiva e sai falando mal da empresa, contagiando a outros que estavam trabalhando bem. 

Mas porque essa pessoa não olha para trás e faz uma auto-analise: Será que eu mereço uma promoção? Se eu fosse meu patrão / chefe, eu estaria satisfeito com o meu desempenho? Eu me contrataria? Quais pontos eu tenho que melhorar? Por exemplo: eu tenho faltado ou atrasado muito? A avaliação que o meu superior faz de mim é satisfatória? Eu tenho boa produtividade? Meu trabalho tem qualidade? Eu sou uma pessoa de agradável convívio profissional?

Muitas dessas respostas as vezes são negativas e mesmo assim choramos porque não ganhamos o nosso "sorvete" como punição pela birra que fizemos.

Não é raro, nas empresas por onde eu passo, encontrar pessoas que começaram como estagiários, como porteiros ou recepcionistas e hoje ocupam cargos de chefia.

A oportunidade está sempre em nossas mãos, nós que jogamos pela janela! Por que não aprendemos com o passado e fazemos de nossa história de vida um direcionamento para a nossa carreira? Temos a faca e o queijo, só nos falta a ação.

Mãos à obra!